Castas: Sousão
Vinhas: 15 anos de idade
Tipo de Solo: Granítico
Dados analíticos: Álcool (%) – 15,0; Acidez total (g/l) – 5,6; pH – 3,66; Açúcares totais (g/l) – 1,2
Valor energético: 86 kcal/ml (356kJ/100ml)
Vindima
A Primavera de 2020, mostrou-se anormalmente quente e seca, apesar da forte precipitação verificada em Dezembro de 2019. A alternância entre os dias quentes e secos, e períodos de chuva intensa, causou focos de doenças e pragas na vinha, carecendo as vinhas de um acompanhamento mais atento e minucioso. Embora o Verão tenha sido extremo, com várias ondas de calor em Julho, o mês de Agosto trouxe temperaturas “normais” e noites frescas, ajudando qualitativamente as maturações de maior potencial. De recordar que as restrições introduzidas devido à pandemia Covid-19, levaram à subida do nível técnico-organizacional das equipas e ao desenvolvimento de novas ferramentas tecnológicas adaptativas, conseguindo-se uma vindima sem constrangimentos e de elevado desempenho nos objetivos enológicos
Vinificação
Vindima manual a 11 de setembro 2020. Arrefecimento da uva em câmara de frio (12ºC), com triagem automática ótica na adega. Maceração pelicular pré fermentativa a frio durante 5 dias, seguida de fermentação alcoólica em balseiros de carvalho francês, desenrolada com as leveduras indígenas (presentes na uva), procurando maior expressão desta casta não autóctone no terroir Alentejano. Maceração pós-fermentativa de 20 dias, precedendo a fermentação malolática e estágio em barricas de 225 litros, de carvalho francês, de primeira e segunda utilização. Todos os processos de transferência de uva foram realizados por gravidade de modo a preservar ao máximo o potencial qualitativo da uva..
Estágio: De 15 meses em barricas de carvalho francês seguido de 36 meses em garrafa nas caves do Mosteiro da Cartuxa.
Data aconselhada para consumo: 2025 a 2040
Temperatura de serviço: 18 ºC
Nota de Prova
Cor verde palha. Aroma delicado e contido, base de notas vegetais e florais, ligeiramente cítrico, fruta branca, chá, alguma pederneira e fósforo, uma boa presença mineral, embora subtil. Sobressai o equilíbrio entre a fruta elegante, com alguma cremosidade da borra fina, e uma acidez firme, revelando uma maturação muito bem conseguida da casta Encruzado no Alentejo.
Enologia
Pedro Baptista | Duarte Lopes
(imagem meramente ilustrativa)







