Douro
Ano Vinícola
O ano de 2023 caracterizou-se por ser mais um ano atípico no Douro: inverno quente e chuvoso, primavera quente e muito seca e um verão quente com elevadas precipitações nos meses de junho e setembro. Em termos do ciclo vegetativo, verificou-se um ligeiro atraso no abrolhamento, sendo que as condições de temperatura elevada na Primavera levaram a um adiantamento da floração e posterior adiantamento da fase de pintor. Este adiantamento da fase de pintor e da maturação, levaram à segunda vindima mais precoce no Crasto, tendo-se iniciado o corte dos brancos no dia 10 de agosto. O período de inverno registou valores superiores à média de precipitação e temperatura, nas sub-regiões do Cima Corgo e Douro Superior. Foram observados elevados valores cumulativos de chuva entre novembro e janeiro, e no mês de fevereiro valores muito baixos, quando comparados com os valores médios. Em ambas as sub-regiões, o mês de dezembro foi o mais chuvoso. Esta chuva abundante teve um impacto significativamente favorável nas reservas de água no solo. Relativamente aos meses de primavera, entre março e maio, os valores de precipitação foram muito baixos, principalmente quando comparados com a média dos últimos 30 anos, Durante este período, registaram-se temperaturas acima da média considerando-se o mês de abril bastante seco e quente. Em relação ao verão, o mês de junho registou valores bastante elevados de precipitação, que no Douro Superior foram acompanhados de queda de granizo. Já os meses de julho e agosto foram bastante secos. As temperaturas médias, estiveram muito próximas dos valores médios, exceto no mês de agosto, que se registaram temperaturas muito elevadas. Apesar do início do mês de setembro ter reunido condições ótimas para finalizar a maturação, na segunda metade do mês, com a ocorrência de algumas trovoadas, registaram-se elevados valores de precipitação verificados num curto espaço temporal. Outubro, foi igualmente marcado por elevados níveis de precipitação e temperaturas mais baixas em relação à média, tendo sido considerados meses frescos e chuvosos. Apesar do desafio imposto pelas condições edafoclimáticas e pela grande pressão de doenças e pragas, as uvas chegaram à adega muito sãs e com maturações completas, resultando em vinhos muito equilibrados e elegantes, com boas cores, estrutura e cheios de carácter.
Castas
Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Sousão
Vinificação
As uvas, provenientes da nossa Quinta da Cabreira, no Douro Superior, foram vindimadas manualmente, transportadas em caixas de 22Kg de capacidade e sujeitas a uma rigorosa selecção à entrada da adega. Após um desengace total e um ligeiro esmagamento, o mosto fermentou em cubas de aço inox com controlo de temperatura. No final da fermentação alcoólica, procedeu-se a uma prensagem suave.
Envelhecimento
Crasto Superior estagiou em barricas de carvalho francês, onde permaneceu cerca de 12 meses.
Nota de Prova
Apresenta uma cor vermelha profunda, com subtis reflexos violetas. No nariz, revela-se expressivo e envolvente, combinando frutos silvestres maduros com frescura de bosque e delicadas notas de especiarias. Na boca, evidencia grande equilíbrio e precisão, evoluindo para uma estrutura sólida, sustentada por taninos firmes e finamente polidos, que conferem textura e profundidade. Um vinho de forte identidade, que traduz com autenticidade o carácter do Douro Superior, terminando longo, elegante e persistente.
Informação Técnica
Idade das Vinhas Mais de 20 anos
Temperatura de Consumo 16-18º
Exposição, Solo e Altitude Nascente - Norte 130-450 metros
Álcool 14%
Engarrafamento Fevereiro 2026
Sistematização Vinha ao Alto; Vinha em patamares de 1 e 2 bardos
Dados Analíticos
Acidez Total: 5,2 gr/L
pH: 3,68
Açúcar Residual: 1,6 gr/L
(imagem meramente ilustrativa)







