Denominação de Origem
Douro
Ano Vinícola
O ano vitícola de 2025 no Douro iniciou-se com um inverno quente e seco, condição que contribuiu para um atraso no ciclo vegetativo da vinha. Com a chegada da primavera, registaram-se temperaturas amenas e precipitações irregulares, favorecendo o crescimento vegetativo das videiras. A floração decorreu num contexto climático desafiante, que implicou uma vigilância permanente e intervenções oportunas na vinha. A partir de junho, as condições meteorológicas alteraram-se significativamente. As temperaturas elevadas e a escassez de precipitação durante os meses de junho, julho e a primeira quinzena de agosto, associadas ao atraso fenológico observado desde o início da campanha, limitaram a multiplicação celular e por sua vez o crescimento dos bagos. Como consequência, os cachos apresentaram bagos mais pequenos e de menor peso. O verão foi marcado por condições extremamente quentes e secas, com precipitação residual e sucessivas ondas de calor, particularmente no final de julho e durante agosto. A vindima decorreu sob condições frescas e estáveis, com temperaturas abaixo da média. Este conjunto de condições originou uma quebra de produção significativa, mas favoreceu excelentes níveis de concentração na uva em equilíbrio com uma frescura notável. Os vinhos brancos e rosés destacam-se pela sua expressão aromática precisa e complexa, aliada a uma acidez natural bem integrada, resultando em perfis tensos, frescos e equilibrados. Nos vinhos tintos, observa-se um nível excecional de maturação fenólica, refletida na intensidade e profundidade da cor, bem como na qualidade dos taninos, maduros e bem polimerizados. Apresentam estrutura sólida, textura fina e grande equilíbrio, com notável persistência em boca, antecipando um excelente potencial de evolução em garrafa. Nos Vinhos do Porto, o ano originou mostos de elevada concentração e qualidade. Apresentam intensidade aromática marcada, estrutura sólida e taninos bem integrados, sustentados por frescura e equilíbrio, resultando em vinhos elegantes, complexos e com elevado potencial de envelhecimento.
Castas
40% Viosinho ; 30% Gouveio; 30% Rabigato
Vinificação
As uvas, provenientes de talhões previamente seleccionados, foram transportadas em caixas de 22 kg e sujeitas a uma rigorosa triagem à entrada da adega. Após desengace e prensagem suave, o mosto obtido foi transferido para cuba de inox, onde permaneceu a 8ºC, em decantação, durante 48 horas. A fermentação alcoólica ocorreu em cuba de inox, a temperatura controlada, ao longo de aproximadamente 30 dias.
Envelhecimento
O Crasto Branco foi fermentado em cubas de inox onde permaneceu em estágio por três meses sobre borras finas, com realização de bâtonnage parcial.
Nota de Prova
De cor citrina-pálida, apresenta um perfil aromático expressivo, dominado por notas cítricas frescas, em harmonia com subtis apontamentos florais que evocam flor de laranjeira. Na boca, evidencia a identidade das vinhas de altitude, destacando-se pela frescura e equilíbrio. Revela textura elegante, suportada por uma delicada mineralidade que acrescenta profundidade. Termina longo, fresco e persistente, com uma prova marcada pela precisão e harmonia.
Informação Técnica
Idade das Vinhas Média 15 anos
Temperatura de Consumo 8-10º
Exposição, Solo e Altitude Nascente - Norte - Sul 500-600 metros / Granítico
Álcool 12%
Enologia Cátia Barbeta, Manuel Lobo
Engarrafamento Janeiro 2026
Sistematização Vinha ao Alto; Vinha em patamares de 1 e 2 bardos
Dados Analíticos
Acidez Total: 5,9 gr/L
pH: 3,41
Açúcares Totais (Glu + Frut) : 0,69 g/L
(imagem meramente ilustrativa)







