Denominação de Origem
Douro
Ano Vinícola
O ano de 2023 caracterizou-se por ser mais um ano atípico no Douro: inverno quente e chuvoso, primavera quente e muito seca e um verão quente com elevadas precipitações nos meses de junho e setembro. Em termos do ciclo vegetativo, verificou-se um ligeiro atraso no abrolhamento, sendo que as condições de temperatura elevada na Primavera levaram a um adiantamento da floração e posterior adiantamento da fase de pintor. Este adiantamento da fase de pintor e da maturação, levaram à segunda vindima mais precoce no Crasto, tendo-se iniciado o corte dos brancos no dia 10 de agosto. O período de inverno registou valores superiores à média de precipitação e temperatura, nas sub-regiões do Cima Corgo (CC) e Douro Superior (DS), onde se encontram as nossas vinhas. Foram observados elevados valores cumulativos de chuva entre novembro e janeiro, e no mês de fevereiro valores muito baixos, quando comparados com os valores médios. Em ambas as sub-regiões, o mês de dezembro foi o mais chuvoso. Esta chuva abundante teve um impacto significativamente favorável nas reservas de água no solo, já que o ano de 2022 foi um dos mais secos e quentes desde qua há registo. Neste período, os valores da temperatura foram mais elevados quando comparados com os valores médios dos últimos 30 anos. Relativamente aos meses de primavera, entre março e maio, os valores de precipitação foram muito baixos, principalmente quando comparados com a média dos últimos 30 anos, Durante este período, registaram-se igualmente temperaturas acima da média dos últimos 30 anos nas duas sub-regiões, considerando-se o mês de abril bastante seco e quente devido às condições registadas. O final da primavera foi desta forma importante para repor as reservas de água no solo. Em relação ao verão, o mês de junho registou valores bastante elevados de precipitação em relação à média dos últimos 30 anos. Estes valores elevados de precipitação no Douro Superior foram acompanhados de queda de granizo, em especial no dia 12 de junho, com um total de 25,4 mm nesse dia, registados praticamente em menos de uma hora. Já os meses de julho e agosto foram bastante secos. As temperaturas médias, estiveram muito próximas dos valores médios, exceto no mês de agosto, que se registaram temperaturas muito elevadas. Apesar do início do mês de setembro ter reunido condições ótimas para finalizar a maturação e iniciar a colheita, na segunda metade do mês, com a ocorrência de algumas trovoadas, registaram-se elevados valores de precipitação verificados num curto espaço temporal. Foi também um mês com temperaturas mais baixas em relação à média, tendo sido considerado um mês fresco e chuvoso. O último mês do ano vitícola, outubro, foi igualmente marcado por elevados níveis de precipitação, principalmente quando comparado com a média dos últimos 30 anos. Apesar do desafio imposto pelas condições edafoclimáticas e pela grande pressão de doenças e pragas, as uvas chegaram à adega muito sãs e com maturações completas, resultando em vinhos muito equilibrados e elegantes, com boas cores, estrutura e cheios de carácter.
Castas
Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca e Tinta Barroca
Vinificação
As uvas vindimadas manualmente e transportadas em caixas de 22 kg foram sujeitas a uma rigorosa triagem à entrada da adega. Após um desengace total e um ligeiro esmagamento o mosto foi transferido para cubas de fermentação em aço inox com temperatura controlada. No final da fermentação alcoólica, procedeu-se a uma prensagem suave.
Envelhecimento
85% em cubas de aço inoxidável com temperatura controlada; 15 % em barricas de carvalho francês durante 6 meses
Nota de Prova
Apresenta uma cor rubi profunda e viva. No nariz mostra-se intenso e bem definido, evidenciando notas de frutos vermelhos maduros, acompanhadas por delicadas nuances florais que acrescentam frescura e complexidade. Na boca, tem um ataque sedoso e cativante, crescendo em volume e profundidade ao longo da prova. A sua estrutura é firme e equilibrada, com taninos polidos e sedosos que reforçam o seu carácter elegante. Termina fresco, longo e com grande precisão. Um vinho que expressa de forma fiel a identidade do Douro, evidenciando a tipicidade da região e a pureza da sua fruta.
Informação Técnica
Idade das Vinhas Mais de 20 anos
Exposição e Altitude Nascente - Sul - Poente - Norte 120-450 metros
Álcool 14%
Dados Analíticos Acidez Total: 5 gr/L pH: 3,71 Açúcar Residual: 1,6 gr/L
Enólogo Cátia Barbeta, Manuel Lobo
Temperatura de Consumo 16-18º
Sistematização Vinha ao Alto; Vinha em patamares de 1 e 2 bardos
Engarrafamento Dezembro 2025
(imagem meramente ilustrativa)







